segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cultura da Argentina

No seculo XX floresceu a poesia e a narrativa argentina, uma vez superada a herança costumbrista e realista do seculo anterior. A poesia, que no seculo XIX so tinha contado com alguns nomes relevantes como Guido Spano e Leopoldo Lugones, alcançou um alto grau de originalidade e renovação criativa com a obra de Jorge Luis Borges, Leopoldo Marechal, Ricardo Molinari, Alfonsina Storni, Arturo Capdevila, Enrique Banchs, Baldomero Fernandez Moreno e Norah Lange.
Uma evolução analoga aconteceu com a narrativa, cuja qualidade colocou autores como Eduardo Mallea, Julio Cortazar, Manuel Mujica, Ernesto Sabato, Nestor Sanchez e Adolfo Bioy Casares, na vanguarda da literatura universal.

Literatura: A historia da literatura conheceu na Argentina um processo de desenvolvimento que partiu das raizes hispanas, buscou formas de expressão nacional e popular e chegou à consolidação de grandes personalidades literarias de categoria internacional.

Arte: A arte pre-colombiana so encontra motivos de interesse na cultura dos diaguitas, e especialmente a cerâmica dos calchaquis, que se localizavem em Tucuman e Santiago del Estero, a partir da colonização os espanhois consolidaram durante varios seculos a arte.

Arquitetura: A arquitetura remonta-se à chegada dos espanhois à Argentina, mas no seculo XVIII, teve uma grande repercussão, e a grande influência italiana ajudou a construir patrimônios da humanidade, compondo modelos neoclassicos franceses ate no seculo XX, depois da mitade do seculo XX, a Argentina quis buscar um estilo proprio de arquitetura.

Musica: a Argentina e considerado um dos paises latinoamericanos com mais desenvolvimento musical. O pais possui grandes nomes da musica latina, como Mercedes Sosa, que fez grande sucesso com os brasileiros Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Encontra-se uma grande variedade de gêneros, coisa natural devido à diversidade etnica do pais.
Rua Caminito Buenos Aires Argentina

RÚA CAMINITO





Bairro La Boca Buenos Aires Argentina

BAIRRO LA BOCA





Tango Buenos Aires Argentina

TANGO EM BUENOS AIRES

Cine: O cinema argentino foi um dos primeiros em entrar no mundo da cinematografia. Ao longo do seculo XX a produção cinematografica argentina, apoiada pelo estado e com o aval do trabalho de diretores como Leopoldo Torre-Nilsson, tornou-se numa das principais do mundo hispano-falante.
Um pouco depois de criado o cinema, realizou-se a primeira projeção cinematografica em Buenos Aires. Em 1897, o operador francês Eugenio Py realizou o documentario “La bandera de Argentina” seguido por “Viaje a Buenos Aires” (1900) e “La revista de la escuadra Argentina” (1901). Nos inicios do seculo XX varios autores argentinos continuaram experimentando as possibilidades do novo meio. Eduardo Cardini filmou “Escenas Callejeras” (1901) e Mario Gallo realizou “El fusilamiento de Dorrego” (1908), que foi o primeiro filme com trama argumental.
A historia e literatura nacionais ofereceram a tematica basica do cinema argentino nos inicios. Um dos sucessos do começo do cinema foi “Nobleza Gaucha”, filme realizado em 1915 por Humberto Cairo, Eduardo Martinez de la Pera e Ernesto Gauche, inspirado no “Martin Fierro” de Jose Hernandez.
A incorporação do som teve uma grande influência sobre o publico. Maglia Barth “Tango” (1931), Mario Soffici “El alma del bandoneon” (1935) e “Prisioneros en la tierra” (1939); Manuel Romero “La muchacha de a bordo” (1936) e Leopoldo Torres Rios “La vuelta al nido” (1938), marcaram o momento de maturidade do cinema argentino na decada de 30. Nesta epoca consagraram-se estrelas como: Libertad Lamarque, Tita Merello, Pepe Arias, Luis Sandrini e Nini Marshall.
A partir de 1940 o cinema argentino entrou em um longo periodo de crise cinematografica determinado pela concorrência comercial do cinema americano. Alguns dos grandes filmes da decada foram “Historia de uma noche” (1941) e “La dama duende” (1945), ambas de Luis Saslavsky; “Malambo” (1945), de Lucas Demare e Hugo Fregonese; “Pelota de trapo” (1948) e “Crimen de Oribe” (1950) de Torres Rios, e “Las aguas bajan turbias” (1952) de Hugo del Carril.
 Desde 1957 uma nova geração de diretores conseguiu unir habilidade e requinte estetico, o que lhes permitiu participar em festivais internacionais. Leopoldo Torre-Nilsson, Fernando Ayala, David Jose Kohon, Simon Feldman e Fernando Solanas foram os protagonistas desta renovação do cinema argentino na decada de 60. Posteriormente outros diretores conseguiram seu estilo cinematografico, como Jose Martinez Suarez, Manuel Antin, e Leopoldo Favio.
Na decada de 80, realizadores como Maria Luisa Bemberg com “Camila” (1984) e Jose Luis Puenzo com “La Historia Oficial”, atrairam mentes internacionais.

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