No seculo XX floresceu a poesia
e a narrativa argentina, uma vez superada a herança
costumbrista e realista do seculo anterior. A poesia,
que no seculo XIX so tinha contado com alguns
nomes relevantes como Guido Spano e Leopoldo Lugones, alcançou
um alto grau de originalidade e renovação
criativa com a obra de Jorge Luis Borges, Leopoldo Marechal,
Ricardo Molinari, Alfonsina Storni, Arturo Capdevila, Enrique
Banchs, Baldomero Fernandez Moreno e Norah Lange.
Uma evolução analoga aconteceu com
a narrativa, cuja qualidade colocou autores como Eduardo
Mallea, Julio Cortazar, Manuel Mujica, Ernesto Sabato,
Nestor Sanchez e Adolfo Bioy Casares, na vanguarda
da literatura universal.
Literatura: A historia da literatura conheceu
na Argentina um processo de desenvolvimento que partiu das
raizes hispanas, buscou formas de expressão
nacional e popular e chegou à consolidação
de grandes personalidades literarias de categoria
internacional.
Arte: A arte pre-colombiana so encontra
motivos de interesse na cultura dos diaguitas, e especialmente
a cerâmica dos calchaquis, que se localizavem em Tucuman
e Santiago del Estero, a partir da colonização
os espanhois consolidaram durante varios seculos
a arte.
Arquitetura: A arquitetura remonta-se à chegada
dos espanhois à Argentina, mas no seculo
XVIII, teve uma grande repercussão, e a grande influência
italiana ajudou a construir patrimônios da humanidade,
compondo modelos neoclassicos franceses ate
no seculo XX, depois da mitade do seculo XX,
a Argentina quis buscar um estilo proprio de arquitetura.
Musica: a Argentina e considerado um dos
paises latinoamericanos com mais desenvolvimento
musical. O pais possui grandes nomes da musica
latina, como Mercedes Sosa, que fez grande sucesso com os
brasileiros Gilberto Gil e Caetano Veloso.
Encontra-se uma grande variedade de gêneros, coisa
natural devido à diversidade etnica do pais.
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RÚA CAMINITO
BAIRRO LA BOCA
TANGO EM BUENOS AIRES
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Cine: O cinema argentino
foi um dos primeiros em entrar no mundo da cinematografia.
Ao longo do seculo XX a produção cinematografica
argentina, apoiada pelo estado e com o aval do trabalho
de diretores como Leopoldo Torre-Nilsson, tornou-se numa
das principais do mundo hispano-falante.
Um pouco depois de criado o cinema, realizou-se a primeira
projeção cinematografica em Buenos
Aires. Em 1897, o operador francês Eugenio Py realizou
o documentario “La bandera de Argentina”
seguido por “Viaje a Buenos Aires” (1900) e
“La revista de la escuadra Argentina” (1901).
Nos inicios do seculo XX varios autores
argentinos continuaram experimentando as possibilidades
do novo meio. Eduardo Cardini filmou “Escenas Callejeras”
(1901) e Mario Gallo realizou “El fusilamiento de
Dorrego” (1908), que foi o primeiro filme com trama
argumental.
A historia e literatura nacionais ofereceram a tematica
basica do cinema argentino nos inicios. Um
dos sucessos do começo do cinema foi “Nobleza
Gaucha”, filme realizado em 1915 por Humberto
Cairo, Eduardo Martinez de la Pera e Ernesto Gauche, inspirado
no “Martin Fierro” de Jose Hernandez.
A incorporação do som teve uma grande influência
sobre o publico. Maglia Barth “Tango”
(1931), Mario Soffici “El alma del bandoneon”
(1935) e “Prisioneros en la tierra” (1939);
Manuel Romero “La muchacha de a bordo” (1936)
e Leopoldo Torres Rios “La vuelta al nido” (1938),
marcaram o momento de maturidade do cinema argentino na
decada de 30. Nesta epoca consagraram-se estrelas
como: Libertad Lamarque, Tita Merello, Pepe Arias, Luis
Sandrini e Nini Marshall.
A partir de 1940 o cinema argentino entrou em um longo periodo
de crise cinematografica determinado pela concorrência
comercial do cinema americano. Alguns dos grandes filmes
da decada foram “Historia de uma noche”
(1941) e “La dama duende” (1945), ambas de Luis
Saslavsky; “Malambo” (1945), de Lucas Demare
e Hugo Fregonese; “Pelota de trapo” (1948) e
“Crimen de Oribe” (1950) de Torres Rios,
e “Las aguas bajan turbias” (1952) de Hugo del
Carril.
Desde 1957 uma nova geração de diretores conseguiu
unir habilidade e requinte estetico, o que lhes permitiu
participar em festivais internacionais. Leopoldo Torre-Nilsson,
Fernando Ayala, David Jose Kohon, Simon Feldman e
Fernando Solanas foram os protagonistas desta renovação
do cinema argentino na decada de 60. Posteriormente
outros diretores conseguiram seu estilo cinematografico,
como Jose Martinez Suarez, Manuel Antin,
e Leopoldo Favio.
Na decada de 80, realizadores como Maria Luisa
Bemberg com “Camila” (1984) e Jose Luis
Puenzo com “La Historia Oficial”, atrairam
mentes internacionais.
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